Para um Data Center (DC), independentemente do porte, a questão mais comum que se apresenta é qual a carga dissipada que deverá ser considerada já que, dependendo da densidade do DC), as melhores soluções serão distintas.
Esta questão é extremamente crítica devido ao impacto financeiro que cada solução terá no custo final de implantação, além da vida útil, possibilidade de aumento de capacidade, custos operacionais, entre outros.
Normalmente, os sistemas de ar condicionado e de eletricidade podem atingir a até 2/3 do total do investimento previsto para a construção de um DC. Existem outros fatores que devem ser levados em conta por ocasião das definições de potência elétrica e de climatização tais como:
- Tipo dos equipamentos utilizados,
- Taxa de migração dos equipamentos de processamento para novas tecnologias,
- Variações de densidade de cargas de acordo com o efetivo lay out,
- Tipo do DC (Corporativo, Financeiro, Governamental, Co-Location, etc)
- Variações de projeto para áreas com baixa carga ou densidade
Como exemplo os atuais Blade Servers, 1U Servers e as Storage Areas Networks apresentam densidades superiores a 5000 W/m2. Por outro lado, na grande maioria dos DC, existe uma combinação de equipamentos de tecnologia “antiga” com “novas”, que resultam em densidades da ordem de 400 a 500 W/m2, mesclando áreas de altíssima densidade com outras de densidade extremamente baixa. Ou seja, é intuitivo que as soluções para ambas as situações devem ser diferentes e específicas a cada realidade.
O Data Center é um ambiente que oferece serviços de alto valor agregado pelas garantias intrínsecas de confiabilidade, redundância e performance necessárias para o armazenamento de dados, back up de informações, gerenciamento de aplicações, monitoramento, emissão de relatórios on line, suporte técnico, enfim, quaisquer aplicações em que seja imprescindível a operação ininterrupta durante 24 horas, 365 dias por ano, aplicações estas classificadas como de “missão crítica”
Os prédios que abrigam ambientes com essa classificação devem ser concebidos com base tecnológica redundante, ou seja, possuir toda a infra-estrutura necessária ao perfeito funcionamento destes ambientes de maneira plenamente segura.
Uma infra-estrutura segura não significa apenas instalar uma quantidade maior de equipamentos, Condicionadores, Chillers, UPS, Geradores, pois, se a concepção dos respectivos sistemas não for adequada, a confiabilidade dos mesmos estará irremediavelmente comprometida, ainda que existam equipamentos redundantes.
Visão Geral
A potência consumida pelos equipamentos instalados em um único rack pode ser extremamente variável dentro de um mesmo DC, ou seja, podemos ter tanto racks com potências inferiores a 500W como outros com potência superior a 20 kW, como no caso dos Blade Servers.
Por outro lado, em grande parte dos atuais DC brasileiros, a carga média é da ordem de 2 kW/m2, ou seja, não podemos nos preocupar apenas e tão somente com a “carga total dissipada” no dimensionamento do sistema de ar condicionado e sim como essa carga está efetivamente distribuída, ou melhor, “concentrada”, de maneira a permitir a adoção de medidas específicas para o atendimento destes pontos que, com certeza, deverão possuir uma atenção diferenciada.
A princípio, a solução mais simples seria dimensionarmos todo o DC para uma carga de 20 kW / rack, com refrigeração redundante. Todavia, se assim procedermos, o resultado será um enorme e extremamente ineficiente DC e, além disso, inviável tanto técnica como economicamente para a grande maioria das situações. Ou seja, se adotarmos premissas incorretas no momento em que estivermos projetando um DC de alta densidade, iremos aumentar desnecessariamente todos os custos inerentes, quer sejam de implantação, quer sejam de operação e também de infra-estrutura “super-dimensionada” e do desperdício de áreas construídas a maior.
Assim sendo, o primeiro passo a tomar é rever o conceito de “densidade de carga” pois podemos cometer erros críticos quando nos limitarmos apenas ao significado original da mesma, ou seja, W/m 2 ou até mesmo W/ambiente. Se a potência consumida em todos os racks fosse aproximadamente a mesma, tal informação seria suficiente para projetarmos o DC. Todavia, na prática, não é isso que observamos, pois a variação de potência entre os diversos racks varia enormemente em função das características e aplicações de cada um deles.
A partir disso precisamos entender que a densidade de carga pode (e deve) estar relacionada ao rack (carga máxima por rack), às filas (carga máxima por fila) e, finalmente, pelo ambiente(carga máxima por área de piso). Tais diferenças conceituais são fundamentais para permitir a escolha mais adequada do sistema a ser utilizado visando atender as necessidades específicas de cada equipamento e/ou conjunto de equipamentos.
Atualmente é cada vez mais freqüente a utilização de servidores Blade, tanto nos DC existentes como naqueles em planejamento. Exatamente em função da alta carga dissipada, tais equipamentos requerem soluções específicas que devem ser rigorosamente observadas de modo a otimizar ao máximo todos os recursos disponibilizados. É preciso inclusive avaliar a possibilidade de instalarmos todos os Blade Servers numa área independente com tratamento diferenciado das demais já que as exigências de resfriamento são elevadas. Caso não seja possível isolar os Blade e/ou tratar-se de um DC existente, deve-se, na medida do possível, distribuir-se os Blades uniformemente pelo ambiente.
Fonte :
http://www.cspi.com.br/cspi/default.asp
– Engenharia Social
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