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Virtual PC e Virtual Server
Publicado por Aldo Silva em Segurança de TI em 13/10/2010
O Virtual PC é um software da Microsoft para virtualizar sistemas operacionais Windows ou emulá-los em sistemas baseados no PowerPC (Macintosh). O programa foi originalmente escrito em 1997 pela empresa Connectix que foi adquirida pela Microsoft posteriormente.
Tecnicamente o Virtual PC emula um processador Intel Pentium de 32 bits com um chipset Intel 440BX, um adaptador gráfico padrão SVGA VESA (com 16 MBytes de VRAM, em suas últimas versões), um BIOS da American Megatrends (AMI), um adaptador de som Creative Labs Sound Blaster 16 PnP, e uma placa de rede DEC 21140 (Julho 2007).
A versão Macintosh do Virtual PC usa a recompilação dinâmica para traduzir o código x86 usado por um PC padrão para seu equivalente no PowerPC. A versão Windows do
Virtual PC também usa recompilação dinâmica, mas apenas para traduzir o modo supervisor (kernel mode) em código de modo usuário (user mode) enquanto o modo usuário original e o código do modo virtual executa nativamente.
Para competir com o VMWare ESX Server, a Microsoft lançou uma versão do Virtual PC para servidores Windows denominado Microsoft Virtual Server. A VMWare por sua vez lançou o VMware Server (anteriormente VMware GSX Server) a custo zero. Atualmente a Microsoft disponibiliza o Virtual PC e o Virtual Server para download gratuito em seu site na Internet.
As principais características do Virtual Server são [MICROSOFT]:
- Funciona somente em servidores Windows, suportando qualquer versão de Windows como máquina virtual.
- Suporte para conectividade permitindo cluster de todas as máquinas virtuais executando sobre um host.
- Suporta a tecnologia 64 bit.
- Melhorias no hyper-threading.
- Integração com o Active Directory.
- Possibilidade de migração de máquinas virtuais com ferramentas especiais.
- Virtual Hard Disks (VHD): oferece flexibilidade ao encapsular máquinas virtuais em discos virtuais,
1 – Discos virtuais (Virtual Hard Disk)
As formas como podem ser armazenadas as máquinas virtuais no Microsoft Virtual Server são uns dos recursos interessantes do software, pois chama atenção pela flexibilidade.
No Virtual Server podemos criar os discos virtuais previamente (que no sistema Windows anfitrião são arquivos que ficam com a extensão “.vhd”), mantendo uma lista de discos virtuais disponíveis que podem ser utilizados a qualquer momento, ou diretamente no momento de criação de uma máquina virtual. As opções de alocação de disco são:
- Alocação dinâmica (Dynamically expandig): O tamanho arquivo do disco virtual (VHD) aumenta conforme os dados são gravados nele. O tamanho inicial é tipicamente 100 kilobytes, mas conforme os dados são adicionados o disco irá aumentar até que alcance o limite especificado no momento da criação. É o padrão para criação de máquinas virtuais.
- Tamanho fixo (Fixed-size): O tamanho do arquivo VHD é um tamanho fixo especificado no momento de criação do disco virtual. Por exemplo: se na criação do disco virtual for definido o tamanho fixo de 5 gigabytes, arquivo VHD imediatamente possuirá o tamanho de 5 gigabytes.
- Diferenciado (Differencing): o modo diferenciado permite possuir múltiplas configurações de sistemas operacionais que são baseadas em uma única instalação de sistema operacional. Um disco virtual diferenciado é um disco virtual associado com outro disco virtual numa relação pai e filho. Nesta analogia, o disco virtual é o filho e o disco virtual associado é o pai.
- Vinculado (Linked): Este modo é um vínculo entre um disco virtual e um disco físico. O sistema convidado acessa diretamente os arquivos armazenados no disco físico.
2 – Teste do Microsoft Virtual Server
Abaixo um teste de uma instalação de uma versão do Microsoft Virtual Server que foi pego da pagina da Microsoft na Internet. O sistema instalou sem problemas,
integrando-se ao sistema operacional Windows Server 2003 anfitrião.
A figura 2,1 mostra a interface web de administração e criação de máquinas virtuais do virtual Server, o qual executa diretamente sobre o servidor web do próprio Windows
Servidor (IIS).
Após a instalação do software, segue uma instalação do Windows 98 como sistema convidado. A figura 2.2 mostra o funcionamento do teste.
Para esta instalação foi utilizado o modelo de crescimento dinâmico para o armazenamento da máquina virtual, o que se mostrou muito interessante uma vez que o tamanho do arquivo foi alocado dinamicamente pelo monitor, conforme realmente necessário.
O Microsoft Virtual Server é uma boa opção para virtualização de sistemas totalmente baseados em Windows, uma vez que possui suporte e integração a servidores Windows, possui boa flexibilidade, além de ser da mesma empresa fabricante dos sistemas operacionais, o que em teoria, agrega melhor compatibilidade e confiabilidade ao produto.
fonte : material do Rodrigo Ferreira da Silva Laboratório nacional de computação científica
Virtualização de Sistemas Operacionais
Publicado por Aldo Silva em Segurança de TI em 02/07/2010
1.1 – Conceito de Virtualização
A virtualização é uma tecnologia que oferece uma camada de abstração dos verdadeiros recursos de uma máquina, provendo um hardware virtual para cada sistema, com o objetivo de “esconder” as características físicas e à forma como os sistemas operacionais e aplicações interagem com os recursos computacionais.
As principais qualidades da virtualização são: o reaproveitamento de recursos, a portabilidade e a segurança.
Com a virtualização podemos:
-
Executar diferentes sistemas operacionais em um mesmo hardware simultaneamente.
-
Executar um sistema operacional (e suas aplicações) como um processo de outro.
-
Utilizar sistemas operacionais e aplicações escritas para uma plataforma em outra, além de outros usos que serão vistos a seguir.
1.2 – Implementações
Conceitualmente a virtualização pode ser implementada de duas formas:
Por soluções combinadas em hardware e software, ou totalmente baseada em software.
As soluções de combinação entre hardware e software não são um conceito novo e suas origens remetem ao início da história dos computadores nos anos 60, nas máquinas VM/370 da IBM.
Na solução de hardware e software há uma cooperação entre um software virtualizador (que faz o papel principal) com o hardware, cujo qual fornece partes chaves do processo. O desempenho é a principal vantagem desta tecnologia. São exemplos de arquiteturas que suportam este tipo de virtualização: IBM z/VM e HP-UX Virtual Partition.
Na virtualização totalmente baseada em software, não é preciso um hardware provendo recursos para suportá-la, ao invés disso, é o software virtualizador que provê totalmente os recursos no processo. Essa tecnologia tem como vantagens o baixo custo de implementação e a portabilidade entre plataformas. São exemplos dessa tecnologia: VMWare, Xen, Microsoft Virtual Server, Solaris Zones, FreeBSD Jails e outras.
Este trabalho visa apresentar os principais conceitos da virtualização baseada por software, uma vez que esta tecnologia é a mais comum atualmente e vem ganhando cada vez mais popularidade por profissionais de TI (Tecnologia da Informação). A virtualização baseada em software além de possuir as vantagens já citadas, ainda possibilita virtualizar arquiteturas de baixo custo como, por exemplo, x86 e PowerPC.
1.3 – Virtualização e emulação
É importante salientar que os termos virtualização e emulação de sistemas apesar de parecerem referir-se ao mesmo tema, na verdade possuem grandes diferenças. Um emulador é um agente escrito para tornar possível a interação entre dois sistemas distintos e incompatíveis entre si (os quais podem ser um software e um hardware, ou um software e outro software). Para isto, o emulador “traduz” as instruções entre um sistema e outro, intermediando o processo. Já a virtualização, por sua vez, utiliza a emulação e outras técnicas para oferecer um conjunto completo de recursos, com o objetivo de permitir que vários sistemas executem sobre uma mesma plataforma visando o máximo de desempenho.
O foco da emulação é fazer um sistema executar totalmente sobre outro para o qual não foi originalmente construído, mesmo que isto cause uma perda de desempenho. De um modo contrário, a virtualização preocupa-se sempre com o desempenho e executa o sistema virtual diretamente no hardware quando possível.




